Mininova acata determinação e apaga torrents

SÃO PAULO – Um dos mais populares indexadores de torrents, Mininova, da Holanda, comunicou, hoje, que apagou todos os “links ilegais” em respeito a uma ordem judicial emitida em agosto.

As atividades do site, agora, estão limitadas a “Distribuição de Conteúdo” (Content Distribution), permitindo que apenas produtores e artistas possam publicar suas obras gratuitamente pela plataforma.

“A decisão do tribunal não nos deixa outra opção senão tornar a nossa plataforma offline, exceto para o nosso serviço de distribuição de conteúdo”, escreveu o Erik Dubbelboer, co-fundador do Mininova, em comunicado à imprensa.

Em uma extensa briga judicial vencida pela associação antipirataria holandesa BREIN, a corte local determinou que o Mininova impedisse uploads de torrents referentes a milhares de títulos de gravadoras e produtoras protegidas pelo grupo.

“Infelizmente, é tecnicamente impossível tomar essas medidas, portanto, a partir de hoje, apenas o serviço de distribuição estará disponível”, diz Dubbelboer, que está considerando apelar contra a decisão.

De acordo com a sentença emitida em 26 de agosto deste ano, o Mininova tinha até hoje para cumprir a determinação. Caso contrário, teriam que pagar mil euros por cada link ilegal.

Italianos pagarão até 0,11 euro por SMS

ROMA - A agência reguladora do setor de telecomunicações da Itália informou que quatro grandes operadoras de telefonia no país concordaram em cobrar um limite de 0,11 euro, mais imposto, pelo o envio de mensagens de texto via celular.

TIM, Vodafone, H3G e Wind concordaram com as novas regras, que entrarão em efeito até o fim de janeiro do ano que vem, disse o órgão em comunicado.

Até o momento, não havia limite para o valor de cobrança de SMS.

A agência, AGCOM, também afirmou que consumidores poderão escolher se quiserem que a cobrança por ligações seja feita por segundos, e não minutos, como no atual sistema.

Como instalar extensões velhas no Firefox novo?

Você acabou de baixar as atualizações automáticas e descobre que está à bordo do Firefox 3.5. Parabéns. Que legal. Mas, muitas das suas extensões preferidas vão parar de funcionar. E muitas das extensões legais que você descobrir no site de Addons da Mozilla também não vão funcionar no navegador. Sorte que dá para dar um jeitinho, e usar qualquer extensão velha no Firefox. A seguir, veja como faz.

A saída para driblar esse problema está no próprio Firefox. Use a barra de endereços do mouse para digitar o comando about:config. E a brincadeira vai começar.

Antes de abrir o capô para mostrar suas configurações internas, o Firefox, normalmente, pede uma confirmação do usuário. Você deverá clicar no botão que diz algo como “Prometo ser cuidadoso” (ou, em inglês, I’ll be careful, I promise!).

Uma lista enorme de parâmetros vai aparecer. Pode ignorá-la solenemente. O próximo passo é clicar com o botão direito do mouse sobre a lista e escolher Nova Opção, depois em Boolean

Aparecerá uma janelinha com um campo chamado “Forneça o nome da opção:” (ou, em inglês: Enter the preference name:). É hora de digitar “extensions.checkCompatibility” e teclar Enter. A seguir, é preciso definir esse parâmetro como falso (false).

Isso evitará que o Firefox cheque a compatibilidade das extensões antes de instalá-las.
Dependendo do Addon, ele continuará sendo barrado, mas a solução é repetir o processo e criar outra expressão booleana, com o parâmetro “extensions.checkUpdateSecurity”, que também deve ter valor “falso”.

Agora é só reiniciar o Firefox e abrir a porta para as (extensões) velhinhas!

PS. Se você usa versões de teste do Firefox, tente o addon Nightly Tester Tools, que garante a compatibilidade das extensões velhas com o 3.7 e outros alphas e betas que estão por vir.

Office 2010 apresenta nova interface

Office 2010  apresenta nova interface

Office 2010 Beta apresenta as novidades que estarão na nova versão da suíte de escritório da Microsoft, prometida para estreiar no próximo ano.

Entre as mais importantes estão a sincronização de arquivos na nuvem da internet, a tradução automática de textos em 16 idiomas e, ainda, melhorias no código fonte - que deixaram o desempenho e os recursos dos programas Word, OneNote, Excel, PowerPoint e Acess bem melhores e rápidos. A Microsoft também apresenta no beta o novo layout do Office, que é um pouco diferente da atual versão, a 2007.

O pacote Office 2010 Beta está no idioma inglês. Para baixá-lo, o usuário deve ter uma conta no Windows Live e preencher um cadastro - ele é necessário para conseguir uma chave de ativação do produto.

Cientistas da NASA fazem ratos levitarem

LOS ANGELES - Cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA conseguiram fazer com que ratos levitassem.

A experiência pode levar à descoberta de como tratar a perda óssea sofrida por astronautas que passam longos períodos em ambientes com baixa gravidade.

O físico Yuanming Liu afirmou hoje em entrevista que os ratos levitaram usando um dispositivo chamado de simulador de ausência de gravidade, que funciona com ímãs supercondutores.

"O motivo de tentarmos fazer os ratos levitarem é que sabemos que os astronautas que passam muito tempo em ambientes com baixa gravidade acabam perdendo massa óssea", explicou.

"Ao levitar os ratos, podemos simular as condições desses ambientes e estudar se a perda óssea também ocorrerá com os ratos. Assim conseguimos analisar melhor as causas desse problema", acrescentou.

Liu disse que a segunda etapa da experiência será deixar os ratos levitando por no mínimo uma semana para em seguida verificar os resultados.

"Tentamos fazer um rato consciente levitar e ele não gostou muito, começou a girar e ficou desorientado", conta o físico.

Uma outra experiência foi realizada com um rato parcialmente sedado por um veterinário e então o roedor ficou muito mais calmo do que o primeiro.

De acordo com uma pesquisa publicada por Liu e seus colegas, após muito tempo em ambientes de baixa gravidade, até os ratos completamente conscientes começam a agir normalmente, comendo e bebendo enquanto flutuam.

Lucro de publicidade online cai 5,4% nos EUA

NOVA YORK - A receita gerada com publicidade online nos EUA caiu 5,4% no terceiro trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2008.

Entretanto, há luz no fim do túnel: a receita foi 1,7% maior em relação ao trimestre anterior e foi o primeiro aumento desde o final de 2008, de acordo com relatório do Interactive Advertising Bureau para a PriceWaterHouseCoopers.

No terceiro trimestre, o faturamento com publicidade online somou 5,5 bilhões de dólares.

O mercado de anúncios na internet se provou mais estável do que outras formas de publicidade principalmente pela sua habilidade de direcionar as campanhas com mais precisão.

Firefox 3.5.4 só corrige brecha de segurança

SÃO PAULO - A Mozilla liberou para download a versão 3.5.4 do navegador Firefox. A atualização traz poucas novidades em termos de recurso, mas corrige várias brechas de segurança.

Entre as melhorias esperadas para a versão estavam a sincronização de bookmarks anexados em diferentes PCs e a atualização no motor JavaScript. Estas mudanças, no entanto, ficaram para a versão 3.6.

Neste update, estão correções de seis vulnerabilidades críticas do navegador, entre elas falhas que permitiam enviar código malicioso ao usuário por meio de imagens GIF ou códigos JavaScript.

Outra mudança feita no 3.5.4 é a correção de uma falha no recurso usado para limpar o histórico de navegação. Às vezes, mesmo limpando o histórico, alguns registros continuavam visíveis.

A fundação diz que trabalha em esforço concentrado para liberar a versão 3.6 o mais rápido possível, embora uma data específica não tenha sido divulgada.

Além disso, a Mozilla liberou a versão 2.0 do SeaMonkey, aplicativo que reúne browser e cliente de e-mails.

Para baixar o Firefox 3.5.4 e o SeaMonkey 2.0, vá ao Download INFO.

Canonical libera download do Ubuntu 9.10

SÃO PAULO - A Canonical liberou para download, hoje, a versão 9.10 da distribuição Linux Ubuntu que, entre outras características, estreia um serviço gratuito de computação em nuvem e melhor conectividade com redes 3G.

“O Ubuntu 9.10 dá aos usuários mais razões do que nunca para considerar seriamente o Linux como seu sistema operacional, justamente em um momento em que muitos usuários estão repensando as suas opções”, diz Jane Silber, COO da Canonical.

“Uma seqüência de boot, login e sincronização de arquivos e contatos mais atraente, por meio de serviços online e ótimas experiências com os modelos de notebooks, desktops e netbooks mais populares, devem posicionar o Ubuntu melhor entre as opções comerciais”, diz.

A novidade mais celebrada da versão é o recurso “Ubuntu One”. Trata-se de um pacote de serviços online, baseado em computação em nuvem, já lançado na versão beta de maio deste ano. O One funciona como uma nuvem pessoal na web, facilitando os processos de backup, sincronização e o compartilhamento de arquivos.

Para usar o One, a Canonical libera 2 GB por usuário. Para baixar o Ubuntu, vá ao Downloads INFO. A versão tem 690 MB.

Telefônica cola linha fixa à web popular

SÃO PAULO - A Telefônica inicia, dia 9 de novembro, as vendas do serviço de banda larga popular por R$ 29,80, mas exigirá que consumidor assine linha de telefone fixo.

A principal parceira do governo paulista para estrear internet banda larga por preços populares vai exigir que o consumidor assine, em contrapartida, o uso de telefone fixo, o que na prática aumentará o custo do usuário de R$ 29,80. Atualmente, uma assinatura custa R$ 40 por mês ao usuário.

O decreto paulista prevê a isenção de ICMS em pacotes de banda larga de até R$ 30 com velocidade entre 200 Kbps e 1 Mbps. A lei diz que o serviço não pode ser condicionado à contratação de outro produto.

O argumento da Telefônica é que o Speedy não funciona sem a instalação de uma linha telefônica na residência do usuário.

A exigência de contratação de linha fixa para ter acesso à banda larga popular é criticada pelas entidades de defesa do consumidor Procon e Pro-Teste. Na avaliação destes grupos, a operação constitui venda casada e fere os direitos do consumidor. Além disso, um produto que deveria custar menos de R$ 30 para ter benefício fiscal, acaba vendido por um preço muito mais elevado.

Na prática, esta exigência vai minar o interesse de muitos consumidores de baixa renda pela internet popular. Afinal, este grupo de usuários muitas vezes troca o telefone fixo por um celular pré-pago, a fim de ter maior controle sobre seus gastos mensais.

Já a Secretaria Estadual da Fazenda, responsável pela elaboração do decreto, disse que aguardará o início das vendas para avaliar se há descumprimento por parte da Telefônica ao espírito da lei. A Secretaria não foi notificada oficialmente pela Telefônica sobre a decisão de exigir de linha fixa.

Além da Telefônica, a Vivo disse que pretende oferecer um produto de banda larga via redes 3G por até R$ 29,90. A NET também afirmou estudar estrear um serviço do tipo até o final deste ano.

Marco regulatório da internet começa amanhã

SÃO PAULO – Por processo colaborativo, o Marco Regulatório Civil da Internet Brasileira se inicia amanhã à tarde, na sede da Fundação Getúlio Vargas, na cidade do Rio de Janeiro.

O encontro presencial, que terá a presença do Ministro da Justiça Tarso Genro e representantes do Congresso Nacional, será o pontapé inicial para determinar, de modo transparente, os direitos e as responsabilidades relativas à utilização dos meios digitais no país.

Temas como privacidade, liberdade de expressão, direito de acesso, neutralidade de acesso e responsabilidade de provedores serão debatidos e expostos pelos próprios internautas, no site do Marco Civil, que será aberto amanhã.

“Qualquer pessoa poderá participar, desde que exponha seus argumentos da forma mais articulada possível”, diz Ronaldo Lemos, Diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da FGV do RJ e Diretor do Creative Commons.

Os colaboradores, segundo Lemos, poderão opinar a partir do texto básico de cinco a seis páginas elaborado pelo Ministério da Justiça, dentro do site. A partir dele, haverá uma série de tópicos e blocos, onde serão debatidos os temas essenciais relativos à internet nacional.

“Está tudo em aberto para decidir, por exemplo, qual o princípio de privacidade, como ele deve ser regulado, se precisa ou não de ordem judicial para ter acesso a dados ou ainda se os provedores precisam guardar logs ou não”, explica Lemos, que tem a opinião de que isso deveria ter sido feito há dez anos.

Na primeira fase, o fórum online durará 45 dias. A partir disso, o Ministério da Justiça vai elaborar uma minuta de texto legal, que será colocada novamente no site do Marco Civil por mais 45 dias, discutindo o texto em si.

Todo o conteúdo debatido será verificado e compilado pelo Ministério da Justiça e os pontos de vista que forem tidos como “mais racionais” seguirão em frente no processo da regulação da internet.

Terminado o processo, no começo do ano que vem, o texto será entregue ao Congresso, já referendado pela participação de todos aqueles que se mobilizaram.

De acordo com a apresentação do projeto, o processo de elaboração normativa sobre o tema “deverá se ater ao essencial” e não focará em restrições, devido à natureza aberta e transnacional da internet.

“Qualquer iniciativa de regulamentação da internet deve, portanto, observar princípios como a liberdade de expressão, a privacidade do indivíduo, o respeito aos direitos humanos e a preservação da dinâmica da internet como espaço de colaboração”, diz o texto.

Nos últimos anos, por ausência de um marco civil, as questões jurídicas relacionadas aos meios digitais são vistas como grandes incertezas.

Dentre as tentativas de criar uma legislação, a que mais repercutiu foi a chamada “Lei Azeredo”, criada pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e com emendas do senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

O projeto de lei de crimes cibernéticos tramita há mais de dez anos no Congresso Nacional e, depois de tantas indefinições, parece ter caído no esquecimento.